terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Todo dia é um novo dia para lembrar


         Esta parece ser a época em que ao mesmo tempo em que a felicidade aparentemente reina a hipocrisia ganha ainda mais força. Durante o ano inteiro, as pessoas insistem nos seus erros, pré-julgamentos e segregações pontuais, mas nessa época todo mundo é amigo. Amigo? Não, na verdade não. O que acontece é a celebração da nossa falsidade. O erro não é ser uma pessoa “boa” nessa época, mas sim tentar aparentar ser aquilo que não é. E com os erros devemos aprender e não construir mentiras.

            Aproveitando a hipocrisia do final de dezembro, é importante refletir sobre o quanto nossos erros são parte de um ciclo leviano. Compramos bens materiais para mostrar que nos importamos, nos obrigamos a desejar aquilo que não queremos e a celebrar alguma coisa quando não fazemos nenhuma questão. Obviamente, isto não serve para todo mundo, mas muita gente é assim. O que mais chama a minha atenção é a compra de algo material em uma data pontual para mostrar que nos importamos. Mas isso não é um paradoxo? Afinal, para aquelas pessoas que nos importamos devemos presenteá-las com nossa dedicação, carinho e respeito todos os dias, não numa época pontual. Eu compreendo que a cultura que nos foi imposta acaba por criar uma sensação de que é o que devemos fazer. Não que seja errado presentear alguém que gosta, mas será que isso é realmente o suficiente? Nem sempre.

            Devemos tirar essas reflexões como estímulos para sermos pessoas boas, dentro de nossa própria concepção, (que espero estar baseada na ética, respeito e bom convívio, rs) todos os dias. Desejar o melhor pras pessoas por querer que as pessoas tenham o melhor. Oferecer o seu melhor para alguém para que juntos possam se construir. A construção de uma conexão humana é constante, todos os dias dão novas faces aos nossos sentimentos. E sentir é preciso, mas mostrar é essencial. Mostre que se importa, que quer ser feliz e conquistar aquilo que deseja. Dê um “bom-dia” feliz por quer que assim seja a vida daquela pessoa que passou. E se não quer, não seja falso. Não fale, não tente aparentar aquilo que não é. Seja você mesmo o tempo todo sem nenhuma vergonha ou arrependimento.

            Na vida, você pode se arrepender de muitas coisas. Mas nunca vai se arrepender de ser sincero. A sinceridade traz problemas sim. Mas traz a paz interior e isso ninguém pode roubar. E sobretudo, ser sincero  mostrando o que sente e o que quer para as pessoas que te cercam e realmente importam é fundamental.

            Aprende com seus erros, não tenha vergonha de errar. Pegue cada errinho e transforme num pequeno aprendizado. Reflita, aprenda e se construa como um ser humano melhor. E assim, celebre todos os dias com as oportunidades que surgem. E nada melhor do que uma nova oportunidade para se construir e moldar um futuro melhor.

Renan de França Souza

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Números


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Bendito é o fruto...



Aurora do Tocantins, Norte do Brasil

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Dono do Mundo


Nova Friburgo, Rio de Janeiro

sábado, 20 de outubro de 2012

Reflexão Pontual

Essa galera que reclama de quem vê a novela é um saco. Ver novela e se reunir com os amigos, por acaso, é sinônimo de alienação? Isso significa que quem curte é menos esclarecido ou é apenas massa de manobra? Não! É claro que muitas coisas quem são populares servem para manipular a massa, mas esse tipo de generalização é sempre tola. Há pessoas extremamente esclarecidas que gostam de vê-la, não vejo nenhum problema nisso. Alienação existe para todos, cada um com um determinado nível, ninguém está salvo de ser alienado, pelo menos, um pouco. Se alienação é ver novela, o que me dizem do futebol, UFC, carnaval e por aí vai? É a mesma coisa, gosta quem quer, e ninguém deve ser pré-julgado ou segregado por isso, muito menos ter a sua capacidade intelectual menosprezada por essa razão. Esse tipo de discurso é típico daqueles que fazem parte do grupo de pessoas que se julgam intelectuais, mas no fundo, são tão ou mais alienados quanto às pessoas que criticam. Geralmente, ainda mais, pois tem que auo-afirmar uma posição social que na verdade não tem, que é a de atitude crítica. Essa atitude é assumir que não conhece o que é cultura, não entende o valor da ética e do respeito e sobretudo, é mais uma pessoa que dá forças ao sistema para nos dividir em sub-grupos, diminuindo nossa força enquanto população. Se você se acha revolucionário por criticar quem vê novela, talvez você também tenha que largar o facebook. 

- Renan de França Souza